ESTE É: O MAIOR
CORDEL
DOS mais
poucos
INFINITOS
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por Gustavo L Conte
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11/21/2018
Será que já faz muito tempo
que fugindo dos trilhos &
esquivando da linha da vida,
na anedota infantil de um
pensamento mágico qual busca, não
encarar a morte.
Andar na linha é sempre fácil
quando já nela se pisa.
As vezes também há quando não
se percebe a linha, que nem tão reta,
aí,
é pena
porque se
pena uns mais
poucos infinitos.
Se labuta
muito se labuta e há
uma só luta que vale
à pena;
mais
afiada que de
Lampião a peixeira
mais
sônica que essas esquadrilhas
bombardeiras
não pode
ter patrão, ela se manda em si mesma:
Poderosa Palavra
Possui a Pena, a maior das armadas, ah,
rima
quando
solfejam avançando as frotas rítmicas
letra-a-letra; palavra-com-palavra,
a idéia chega
‘Realidadeira’
não é páreo
nenhuma matadeira
e
mesmo mentindo,
mente e finge
para poder
ser mais verdadeira.
Tem Faz-de-conta ensinando melhor,
por
aí, muita coisa que existe,
companheira.
em sua
luta diária pelo leite
em sua
luta diária pelo leite
ó, o enigma da
esfinge em palavras foi forjado e,
a própria esfinge
no mito do contar
de uma estória
também foram
palavras
e a custo de vidas
jaz gigante aí por

antes do seu avô
da sua avó…
bem antes que
desde sempre esteve lá
O mito pode ser
eterno
basta duas
bocas diferentes
O mito vive
boca-a-boca
..ParaSempre
Quanto Custo
e Qual crueldade,
mais uma sensação
do momento!
Ligar o
televisor ou imprimir
em minhas
memórias
todas as
farsas conjuradas
pelo nossa História?
Eu não sei pra
quê
imprimir
jornal
se os fatos
consagrados são forjados pela Catedral.
Daí,
já mo fui
BRAVO,
mor bravo; já a Bravura
que
peça perante, não é — não siô,
braveza;
amargura nem
brado retumbante:
eis a-Manhã,
DIANTE:
eis o temor dos
homens pelos
deuses!
Como falar da
morte sem falar dos deuses
e
do Deus dos deuses
e tudo
que escuto, quando enxergo,
quando
ouvir mais um passo pra lá se enxerga
e vendo mesmo, pois aí
se escuta, moça. É diferente ver e
enxergar ouvir e escutar,
tem gente que
escuta melhor com o
aroma
e
enxerga pelas mãos
tem gente tem
gente tem gente
nesse Mundo
¡Bajen las armas que
aquí solo hay pibes comiendo!
Todo mundo também
sente que Deus mesmo pede viva a
vida,
então me ponho a
viver, e vivo, vivo, golpeio a morte de
ferida mortal
pois só vou a
entendê-La quando já não mais o
entendimento se caberia
na
minha cachola.
Sabe-se
e prova-se em idéias
e experiências
práticas,
que dada
cada vislumbre de
grandes descobertas
da Humanidade,
acerca
da criação, sucede-se
uma imensa necessidade de cagar.
Botefé:
Eis o amor dos deuses
pelos homens.
Falando em cagada e
sacanagem dos deuses: Ideologia por
ideologia,
ideologia eu quero
uma para viver,
justamente,
que sirva para viver,
não para morrer,
não morra pelos
outros, cara — dá
trabalho mas talvez a
grande Vitória
nostra.
seja morrer por si
assim como nascidos
sozinhos cada qual
no próprio frio..
— Ideologia eu quero
uma, para viver. Ahaha,
este conceito
promíscuo que talvez nunca serviu para
nada
além
de a outros servir
– e
bem servir –
e Ó,
servir também é importante,
então – –
me dê uma solução
que não
torne a pergunta
parte do
problema,
verdade é
que bem no fundo de
nós todos,
não
sabemos quem nós somos próprios,
nos
fomos, tecidos, assim, tal qual somos?
DE tudo caminhante que
possamos ser jaz na unanimidade
do
fato derradeiro;
mas
estranhamente não somos personagens,
não é mesmo?
Já que nos
trilhos não estamos
presos
receio me
contradizendo,
foda-se a
morte, Viver,
viveste, pois viva.
Olha direito
pro indiscutível,
é uma linha
sim-sim a vida,
e não é porquê
ela se contorce baila e pousa em torno
do tecer,
não é por isso
que seja a linha do tecido tecendo
deixar de ser
linha, por isso é
bonita,
linda a vida, e é
dureza, força ae, que é foda
vida com pouco
punhado de certeza,
porém certezas
certeiras,
e um bocado
de muita infinitude
de estrelas. A morte
que se morra.
Sentir com os
olhos abertos. Que
seja fácil ser
verdadeiro,
posto que ela acontece, a
verdade. A verdade acontece.
em Verdade todo conto, é quando se
conta
é que a estória se tece. Todos um dia
já precisaram de uma estória.
E a História vai contada
do jeito que mais para quem que
conte apetece.
Um gole raso. O nome do drink?
Rabo do Cometa.
O nome do
prato? Olho do
furacão.
” ESTE É O
MAIOR
CORDEL DOS
mais poucos
INFINITOS ”
Pare.
Mude a sequência.
Eu quero te contar,
quando te encontrar
três coisas que coincidem com todas
as coisas que cabem em um poema
Eu quero te encontrar,
dois é o mais importante par. Único.
A soma mais importante de todas as
matemáticas
jaz quando dividir se torna
multiplicar. Tá na Bíblia.
Pare.
Mude a
sequência.
Desde quando
que nós deixamos de
ser felpudos bichos
Temos na face
tantos complexos
músculos
para tantas
expressões
mas lá do outro lado destes teus
olhos
pude distinguir essa feição
O riso também é o nosso choro
cigano.
o hilário suspende
o tempo, brevemente,
há controvérsia sobre o reinado dos
homi por sobre a terra que sobreveio.
Sobre a luz e as trevas; afora sobre
tudo que nos foi posto
expulsos do Jardim quem nos pune
somos nós mesmos. Sempre foi assim.
Quando a gente
tira do verde quem
tira de nós somos
nós mesmos. Pare.
Suspenda os
instantes por alguns
instantes pelo
menos.
Non Ecziste¡?
Tem que ter um
tempo dentro de
cada tempo
o tempo é uma arapuca brutal e é
quando se perde mais tempo,
dos mais poucos infinitos que
entendo,
quando se peleja contra o tempo.
Perca total de tempo;
Vencer o tempo é possível mas
mesmo assim rola no mínimo, dois
tempos.
O tempo perdido e o vencido tempo.
Por enquanto, tá tudo preto no
branco, claríssimo.
O óbvio, Doutor,
a força bruta do
óbvio, não é
interessante.
É o que está
oculto dentro de
nossa sombra
o última cruzada
que se faz sozinho,
decidindo
ofertando cá, ali
cada escolha, não
sendo um ganho
são as renúncias, de tudo que não foi
abraçado.
Mesmo assim,
Abrace sim. Não existe o certo —
existe acerto
Abrace sim. Quanto mais abraçar
aos poucos
abraçará cada vez mais perto
Só que Não recue;
depois há sempre um depois daquilo
E antes tinha mesmo que ter
sido
eu mesmo sou um
personagem assim
mo foi tecido
e sou o que sou,
não o que poderia ter
sido;
Pois, é, prazer,
seu maior herói é teu
próprio inimigo.
Bem-vindo, novamente, ao
deserto de a-si-ser-e-estar.
¡Parou.
Mudando a sequência.
PRIMEIRO SONETO
—————
( QUE RIMA MAIS COM O
ENREDO
DO QUE COM REGRA DA PESTE
DE SONETO )
A vida não é um
jogo
Mas é bom
brincar
brinca mesmo,
sempre
A maior rebeldia
é brincar quando
enquanto se pode
brincar brinca-se
para sempre
. . .
Bão, eu vou começar a contar a
História
dos homi do resto dos anos desse
planeta
Como dantes explicado
que a farsa impressa na memória da
História
de qualquer poucos ou muitos
é contada como quer que se conte o
contador
Sendo assim,
por mim
mim
mim
palavra
minúscula mínima
ínfima, de tão
pequena
tão importante
para ser os menos
tantos infinitos
que não cabem no
menor dos cordéis
a Arte ao inverso espertamente ao
contrário
que nunca se desperta
o Todo é mesmo Palco, dã
e relaxa! TUDO é cenário.
e pior que não dá pra ignorar sua
existência
o minúsculo que é o quereres
por isso que dói tanto
quando a dor vem do desejo
mais dói muito
mais quando não te
vejo.
peço vossa
excelência que
traduza a palavra
‘Saudade”‘
em sua língua de
nascença.
Parou. Parou
sozinho. Voltou.
Voltou sozinho.
Suspendeu!
Repete aquela lá que você falou. Dá
o giro completo.
o Todo é mesmo
Palco, dã
e relaxa! TUDO é cenário.
Nem sempre a dor é
resposta a um estímulo
Nem sempre a dor é
composta ou sentida pelos sentidos
Tem dores que
sequer são suas
Interferindo.
Indeferido algo que
nem foi pedido,
Reprimindo,
reprimindo
¡Bajen las armas que
aquí solo hay pibes
comiendo!
Fechou! Valeu.
Parou. Gira.
Muda a Sequência.
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E fecha. Fechou!